terça-feira, 22 de março de 2011

Um delicada forma de calor...

Estava andando pela rua,
E da boca de uma São Paulo friorenta soprava um vento que me fazia arrepiar
Olhei nos teus olhos e meu rosto ardeu...
Será invenção? Você e eu?
Ou será que não é nada disso...
Que foi sem querer que São Paulo ao soprar um vento, assobiou...
E deixou escapar algumas canções de quem um dia amou...
E os versinhos cantarolados arderam minhas bochechas
Como os Beatles são bestas...
Me fazer delicadamente sentir calor.
Podia (ou pode?) São Paulo assobiar outras coisas além de amor?

domingo, 20 de março de 2011

Conjurar...

Pago pra ver você acontecer agora, Futuro...
Chega de me enganar com esses verbos de "chegarão"...
Quero que chegue, quero julgar todos seus verbos no agora.
Quero meus versos mais presentes sem tanta ausência desses que um dia passarão...
Eu passei, passo todos os dias pela sua frente na esperança de me conjugar como um verbo de amor qualquer, de um rumo qualquer, de palhaço com a mala olhando o mapa invertido da estrada...

sexta-feira, 18 de março de 2011

Poeminha roubado

"-Não cansas-te de dizer como são os pássaros?
De suas cores, suas asas, seu cantar? Isso é, por um acaso, a alma deles?
-Não, é a minha alma..."

Baseado no Poema "Depois de ler" de Mário Quintana, usei a forma dele de falar sobre sua alma pra falar da minha, não por enquanto não cansei de falar de pássaros... Por eles conto a previsão do tempo, as perdas e os ganhos e os amores que são um pouco de ganhar e perder ao mesmo tempo!

O outono e o adeus...

Só por hoje, passarinho
Não voa...
Fica por aqui o tempo que puder...
Que o adeus chega com o outono,
E o frio cala a tua voz....

Só por hoje, passarinho
Não voa...
Eu posso te dizer
Que o adeus não será breve
E você, por amor ou por verão,
Tenta me convencer que não,
Que é adeus de estação.

No final nós dois sabemos
Sobre nossa secreta paixão pelas nuvens
E que ir embora é consequência
De um bater de asas ou de uma falha no coração...

segunda-feira, 14 de março de 2011

O coração nos muros da cidade... por Maria.

(Maria vendo uma pixação no muro da cidade, de um coração com asas)
- Porque esse coração tem asas?
- É para mostrar que o amor faz a gente voar...
- Então se eu bater as asas do mesmo jeito que bate o coração eu posso voar?
- Porque não tenta?
- É melhor não, o meu coração, às vezes falha...

domingo, 13 de março de 2011

Primeira lição de Vôo: Treino.

- Primeiro é preciso treinar Maria...
- E como se faz isso?
- Dançando, o quanto puder, o mais que puder...
- Mais dançar é estar com os pés no chão! O máximo que se pode é saltar...
- Mais é dançando que escapamos das horas... Não é possivel voar com o peso do tempo sobre os pés.
- Dançar me dá bolhas...
- Mas depois se quiser não precisa mais pisar no chão...
- Então eu terei bolhas nas asas...

sábado, 12 de março de 2011

Saber se ser...

- Esta cada vez mais difícil, não saber voar...
- Mais o que voa, não são as asas Maria, o que voa é o vento...
- Uf... Esta cada vez mais difícil ser vento...